Site sobre alimentação crua e suas modalidades, minha experiência com elas.


        A agricultura de grãos e a dependência da civilização em comê-los cozidos veio nos últimos 10.000 anos (o que representa menos de 1% do tempo que nossa espécie caminha pelo planeta).  Como tal, alimentos provenientes da agricultura de grãos  são considerados um dos principais contribuintes para as chamadas doenças da civilização: câncer, doenças cardíacas, inflamatórias, cáries, osteoporose  e diabetes.  O índice de doenças aumenta a cada dia, apesar dos avanços da ''medicina moderna''.

  Animais semelhantes prosperam em dietas semelhantes, anatomicamente, humanos são classificados como primatas-antropóides , como gibões, chimpanzés, bonobos, gorilas e orogotangos. Não há outros exemplo de animais na natureza nessa classificação que consuma grãos. Todos eles consomem na maior parte frutas, folhas e castanhas, ovos, insetos e pequenos animais.  Grãos são para pássaros.

Humanos tem algumas diferenças em seu intestino que o impede de viver exclusivamente de folhas  como os gorilas, mas como a história tem mostrado, eles eram coletores-caçadores, viviam da coleta de frutas, raízes e comiam eventualmente carne, nosso sistema digestivo é muito semelhante ao de chimpanzés, porém um pouco mais refinado, dependente de alimentos nutricionalmente mais densos, aqui existe uma excelente comparação para fins de estudos nutricionais: http://rawfoodsos.com/2010/03/18/what-is-the-optimal-diet-for-humans-part-2/

   O sistema imunológico, muitas vezes reage à introdução de alimentos cozidos na corrente sangüínea da mesma maneira que faz a patógenos estranhos, como bactérias, vírus e fungos. Tal processo é chamado de leucocitose digestiva, após um almoço de comida cozida, o nível de leucócitos atinge o mesmo nível do que se teria em uma grave infecção. (tal fato pode ser comprovado por um simples exame de hemograma, razão pela qual exigem jejum antes de realizar exames de sangue. O mesmo não acontece quando comemos alimentos crús.)

   A energia que seria gasta para recompor células velhas, corrigir problemas, atacar fungos, bactérias e vírus é desviada nesse processo da leucocitose digestiva.

  Grãos de leguminosas, alguns cereais e  tubérculos têm na sua superfície lectinas (uma proteína complexa), substâncias químicas que servem para defender esses grãos do ataque de micro-organismos - bactérias, vírus, fungos e parasitas - e que são tóxicas para o nosso organismo, embora possam diminuir a sua toxicidade quando os alimentos são submetidos a cozedura.

 Porém, as lectinas são substâncias bioquimicamente muito ativas. Trabalhos publicados na última década demonstraram que conseguem manter a sua atividade mesmo depois dos alimentos serem cozinhados. 
As lectinas ingeridas estão associadas à desencadear  no organismo humano alergias, inflamação e hiperpermeabilidade intestinal, bem como a algumas doenças autoimunes e de recuperação das células. Estão associadas também à falência dos rins.
 Grãos de leguminosas, alguns cereais e  tubérculos têm na sua superfície lectinas (uma proteína complexa), substâncias químicas que servem para defender esses grãos do ataque de micro-organismos - bactérias, vírus, fungos e parasitas - e que são tóxicas para o nosso organismo, embora possam diminuir a sua toxicidade quando os alimentos são submetidos a cozedura.
 Porém, as lectinas são substâncias bioquimicamente muito ativas. Trabalhos publicados na última década demonstraram que conseguem manter a sua atividade mesmo depois dos alimentos serem cozinhados.

 Porém, as lectinas são substâncias bioquimicamente muito ativas. Trabalhos publicados na última década demonstraram que conseguem manter a sua atividade mesmo depois dos alimentos serem cozinhados. 

As lectinas ingeridas estão associadas à desencadear  no organismo humano alergias, inflamação e hipermeabilidade intestinal, bem como a algumas doenças auto-imunes e de recuperação das células. Estão associadas também à falência dos rins. 

As lectinas ingeridas estão associadas à desencadear  no organismo humano alergias, inflamação e hiperpermeabilidade intestinal, bem como a algumas doenças autoimunes e de recuperação das células. Estão associadas também à falência dos rins. 
 Grãos de leguminosas, alguns cereais e  tubérculos têm na sua superfície lectinas (uma proteína complexa), substâncias químicas que servem para defender esses grãos do ataque de micro-organismos - bactérias, vírus, fungos e parasitas - e que são tóxicas para o nosso organismo, embora possam diminuir a sua toxicidade quando os alimentos são submetidos a cozedura.
 Porém, as lectinas são substâncias bioquimicamente muito ativas. Trabalhos publicados na última década demonstraram que conseguem manter a sua atividade mesmo depois dos alimentos serem cozinhados. 
As lectinas ingeridas estão associadas à desencadear  no organismo humano alergias, inflamação e hiperpermeabilidade intestinal, bem como a algumas doenças autoimunes e de recuperação das células. Estão associadas também à falência dos rins.

   Grãos contém ácido fítico, responsável por inibir a absorção de minerais como o calcio, ferro e zinco pelo intestino, causando vários problemas de saúde, entre eles a osteoporose e cárie dentária.

    O glúten presente no trigo e cevada também causam diversos danos ao organismo que já são bastante conhecidos pela medicina.

    Grãos cozidos causam fermentação no corpo e produzem gases, álcool a ácido acético; venenos protoplasmáticos que matam todas as células com as quais entram em contato, grãos também possuêm opióides (que são viciantes) e causam mudanças de humor.

O aquecimento de amidos à alta temperatura (como fritar batata, mandioca, etc) também libera toxinas que viciam como a acrilamida, uma cola usada na indústria, que adere às paredes dos tecidos.

Como se pode ver, a alimentação padrão de grãos cozidos , carnes processadas, assadas com carvão e alimentadas com ração e leite pasteurizado desprendem grande quantidade de energia para sua própria digestão, desviando energia que revitalizaria o corpo, além de conterem em grande parte calorias vazias, sem nutrientes essenciais, levando pessoas á serem obesas e mal nutridas. 

 

Pessoas podem e tem sobrevivido por muito tempo com a dieta padrão, porém não podem prosperar em saúde e vitalidade, raramente passam dos 70 anos tendo uma vida com qualidade e disposição física para exercícios pesados. Até mesmo os jovens de porte atleta hoje em dia estão morrendo de problemas vasculares e câncer !

 

 

 

     Por outro lado, civilizações que basearam suas dietas em alimentos vegetais, integrais e crús em sua grande maioria, foram as mais longevas, como  Vilcabamba (Equador) e Hunza (Paquistão) , com expectativa de 120 anos, com indivíduos sem doenças crônicas , saudáveis até o ultimo momento de suas vidas.  (Obs: Existe uma grande confusão sobre os Hunza, eles não foram veganos, consumiam muito derivado de leite crú e ocasionalmente carne. Nenhum povo sobre a face da terra foi vegano, mesmo tendo alimentos vegetais disponível para fornecer as calorias necessárias)

 O hábito de alimentar crú , evitar grãos e alimentos processados na maioria de suas refeições, além de reverter essa regra, é capaz de curar inúmeros de casos de doenças, há muitos relatos de cura do câncer , asma, bronquite , fibromialgia, alergias, diabetes,  doenças crônicas e algumas tidas como genéticas.

Todo ser vivo na natureza possui uma função, nossa espécie , sem maquinário agrícola é dispersora de  sementes das frutas, contribuindo para o crescimento e diversidade das florestas.   Na natureza, todos animais só sobrevivem á longo prazo se trouxerem algum benefício para o ecossistema local. 

 

 Já imaginaram se 10 mil anos atrás , ao invés de destruir as florestas para plantar grãos e criar animais exóticos,  tivessemos espalhado as sementes de frutíferas por onde passassemos? haveriam imensas florestas abundantes, diversificadas, ninguem passaria fome, nem teria que se sujeitar á trabalhos degradantes, insalubres , uma vida sem sentido que está nos levando á auto-extinção em questão de décadas!

 Florestas criam recursos , já os campos de cultivo de grãos e pecuária em solos tropicais sugam recursos , eliminan toda a diversidade de vida. Grãos  são dependentes de exaustivo trabalho e só existem devido á revolução verde, que na verdade não tem nada de verde, é extremamente dependente de Petróleo.

Técnicas de Agroflorestas para a produção de frutas são extremamente eficientes , não dependem sequer de insumos externos, é a única solução técnica viável atualmente para resolver todo o problema ambiental, de saúde e de fome no planeta, além de contribuir com a diversidade de flora e fauna local.

Segundo o livro Grain Damage, até mesmo uma área com um pomar de fruticultura, nos modelos tradicionais são capazes de alimentar 250% de pessoas á mais do que  uma mesma área com plantio de grãos!

 Existem vários estudos científicos que provam que a depressão e violência estão diretamente ligados á dietas de alimentos refinados, processados, falta de nutrientes, juntamente á maus hábitos de saúde, como falta de banhos de sol, exercícios físicos e contato com a natureza. 

 

Existem várias abordagens sobre o crudivorismo?

     Sim, a maioria das dietas crudívoras (alimentação crua) são vegetarianas ou veganas, outras são onívoras.

Alimentação viva :

Algumas tem como base o consumo de grãos , porém passam pelo processo de germinação, para que parte dos anti-nutrientes e toxinas sejam eliminados.Elas incluem também frutas, folhas e castanhas. No brasil é denominada de alimentação viva.

Luís Guerreiro é um dos praticantes e seu site tem maiores informações: http://alimentacaoviva.com/ 

 

Frutarianismo :

  O frutarianismo é também uma dieta geralmente crua e está baseada apenas no consumo de frutas (algumas vezes está ligada à questões religiosas) . Porém essa dieta pode ser insustentável por longos períodos, há quem viva comendo só frutas por toda a vida, mas não terá saúde próspera. Os verdes (folhas) contém minerais indispensáveis para o organismo. Na natureza não há nenhum animal que coma apenas frutas, todos comem também folhas.

 

Dieta 80/10/10 ou crudivorismo vegano hipo-lipídico:

 Outra versão mais conhecida do frugivorismo é a dieta 80/10/10, divulgada pelo Dr Graham , que é baixa em gordura (não excede em 10%), vegana (não possui nada de origem animal), e é baseada em frutas , folhas , castanhas e algumas sementes. Caso queiram mais detalhes sobre a dieta, visitem o site do Dr Graham http://www.foodnsport.com 

  Outro site , brasileiro, do praticante e autor de livros dessa dieta é o Eduardo Corassa, seu site está disponível em http://www.saudefrugal.com/, ele pratica essa dieta à mais de 6 anos.

 

Dietas cruas, baseadas em alimentos vegetais, mas que incluem alimentos de origem animal:

   Outras abordagens de dietas crudívoras , além de frutas , castanhas e folhas, incluem alimentos de origem animal, podendo conter inclusive uma  pequena porcentagem de cozidos.

Nutricionalmente falando, esse tipo de dieta pode ser mais viável , um praticante que prospera nesse tipo de dieta, incluindo frutas no café da manhã, alguns cereais cozidos no almoço e azeite de oliva em suas saladas e peixe na janta,  é o brasileiro de 112 anos (a data dessa escrita é abril de 2013) Bernando Lapallo (que hoje vive nos EUA). seu site é  http://agelesslivemorestore.com/

Abaixo um vídeo de uma reportaem feita com ele

:

 

     Outra pessoa que  pratica uma alimentação crua  de frutas e folhas, e inclui peixes e ostras  é a Ex-praticante da dieta 80/10/10 Denise Minger, que criou um site para ajudar pessoas á se recuperarem de problemas causados por dietas cruas veganas, seu site é o RawFoodSOS.com . Recomendo que leiam todos os excelentes artigos do site dela.

 

Minha experiência com essas dietas:

Alimentação viva:

Comecei com o veganismo, uma forma de alimentação que exclui qualquer produto de origem animal, dentro de poucos meses já entrei na alimentação viva,depois de ler sobre vários casos de cura de cancer, problemas genéticos e doenças chamadas de incuráveis..

Fiz vários sucos verdes, pratos de grãos germinados , saladas e algumas frutas , porém emagrecí muito, não conseguia obter as calorias suficientes e comecei á ter problemas com a vitamina B12, os principais sintomas eram dormência nas pernas e braços, bem como dificuldade de concentração, perda de memória.

Esse tipo de alimentação durou 3 meses, e logo procurei outra dieta que me desse melhor resultado, foi aí que encontrei a dieta 80/10/10:

 

Dieta 80/10/10 (pratiquei por 4 anos)

Lí o Livro  80/10/10 do Dr Graham e comecei logo, os dois primeiros anos nessa dieta foram incríveis, eu comia algo em torno de 3000kcal , minha disposição física melhorou absurdamente, saí do sedentarismo e comecei á correr, andar de bicicleta, minha bronquite e sinusite foi curada , mas á partir do terceiro ano nessa dieta, minhas gengivas começaram á retrair, e ocosionalmente sangrava. No quarto ano toda a energia que eu sentia foi embora, me senti cansado, com dificuldade de respirar, os dentes ficaram muito sensíveis, nem água fria poderia tomar, minha gengiva sangrava muito, eu acordava e o travesseiro estava todo cheio de sangue, bem como os cabelos que caiam muito. A perda de memória, a dificuldade de concentração, a hipersensibilidade á ruídos também era algo que incomodava, nada resolvia, mesmo tomando suplemento de B12 vegano, que comprei dos Estados Unidos.

Neste ponto , resolvi abandonar esse tipo de dieta vegana e comecei á introduzir ovos, queijo e peixe na dieta, todos os problemas foram resolvidos em questão de dias!

Escrevi um longo texto em detalhes sobre essa experiência, quem se interessar pode ler nesse link: 

http://frugivorismo.webs.com/minhaexperiencia.htm

 

Hoje:(abril de 2013 em diante)

Minha dieta hoje é praticamente de frutas (porém com maior quantidade de frutas nao doces como abobrinha, pepino, tomate, cenoura) ,folhas, mas incluo agora ovos cozidos, peixe e ocasionalmente queijo feito de queijo crú para a vitamina K2 ( tenho alergia ao pasteurizado).   O tamanho de minhas refeições diminuiram, não preciso mais ter as refeições típicas de meia melancia, 6 mangas, 12 bananas..

   Ocasionalmente como alguns amidos cozidos (sempre respeitando a carga glicemica por refeiçao) como batata-doce, inhame,cará-do-ar ,  mandioca e abóbora.  Outro cozido que como muito é o brócolis no vapor (para eliminar o goigotrans que afeta a tireóide se comido crú)

Me sinto muito bem, não preciso mais tomar nenhum suplemento que tomava quando era vegano,  acabei descobrindo que não precisamos ser tão restritos para sermos saudáveis.

 Minha alimentação até o presente momento é semelhante à da Denise Minger e do Bernando LaPallo descrita anteriormente.

  Por experiência própria, não recomendo ninguém á seguir uma dieta vegana , principalmente a hipo-lipídica (low-fat) . Vários nutrientes faltam em dietas veganas, como a vitamina B12, K2, DHA, Zinco , bem como as vitaminas lipo-solúveis A, D3, E e K, que ficam bastante prejudicadas sem o transporte feito por gordura na alimentação. Sabe-se hoje, que o alarmismo divulgado pela mídia para as pessoas seguirem uma dieta low-fat com a intenção de prevenir problemas do coração é totalmente falsa, e que vários estudos mostram inclusive que ela pode aumentar o risco de infarto!     Se alguém pretente seguir uma alimentação vegana por motivos ideológicos, recomendo que suplementem os nutrientes que a dieta não fornece, façam exames periódicos e leiam essas dicas importantíssimas:  http://rawfoodsos.com/for-vegans/

  Peço que leiam com carinho também , antes de se arriscarem em uma dieta vegana crua, o artigo  desse site sobre higienismo:   http://naturalhygienesociety.org/diet3.html

Acredito hoje que podemos ter uma alimentação saudável e fácil de seguir, sem ter que importar suplementos , sem ter que quebrar a cabeça com nutrientes,  e ao mesmo tempo estar em harmonia com o planeta, podemos comer frutas, vegetais, ovos, mandioca, abóboras, carás, peixes, outros alimentos de origem animal tudo dentro de uma agrofloresta, sem ter que destruir  florestas tropicais para criar gado exótico de corte ou  produzir grãos como a soja. E quem mora na áreas litorâneas pode aproveitar o recurso disponível localmente, fazendo o uso racional de ostras, peixes, algas etc.

A única certeza que tenho hoje é que definitivamente, não precisamos de grãos e nem alimentos refinados como o óleo de soja, o açúcar, a farinha de trigo, os derivados do trigo e alimentos industrializados, todos eles são os principais fatores para a doença dos humanos civilizados, bem como o estilo de vida atual estressante e sedentário, sem exposição ao sol e ar puro.

Há pessoas que se dizem veganas de longa data, talvez até sejam verdadeiramente, mas recomendo sempre escutarem seu corpo, verem  o que funciona para você e não acreditar religiosamente no que leem pela internet. 

 



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* 80/10/10 , 811,  811-RV é marca registrada do Dr Graham.